Meu perfil
Holanda, Mulher, Português


Histórico:

- 20/06/2004 a 26/06/2004
- 13/06/2004 a 19/06/2004
- 06/06/2004 a 12/06/2004
- 30/05/2004 a 05/06/2004
- 23/05/2004 a 29/05/2004



Outros sites:

- UOL - O melhor conteúdo
- BOL - E-mail grátis
- Eu na Holanda
- Correndo atrás do vento
- ::Montanha Russa:: 2.0
- Síndrome de Estocolmo
- Taalthuis online Dutch course
- Curso de Inglés online
- :: A CASA DE RUBEM ALVES::
- Brasileiros na Holanda
- BRASIL-HOLANDA.COM
- Hora do Café - UOL Blog


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Layout:

Templates By Marina



Tocando em Frente

 

 



Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
E nada sei

...
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
...
Eu vou tocando os dias pela longa estrada

...
 
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

...

Almir Sater e Renato Teixeira

 

La fora está chovendo e eu AMO a chuva . Esse é um bom momento pra pensar, sentir saudade, chorar... Eu acho essa musica belissima e ela me expresa atualmente e especificamente hoje 23 de junho de 2004. Voce pode ouvi-la em http://www.meusseus.hpg.ig.com.br/midis_tocando_em_frente.htm

 

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
E nada sei

...
É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
...
Eu vou tocando os dias pela longa estrada

...
 
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

...

Almir Sater e Renato Teixeira

 

La fora está chovendo e eu AMO a chuva . Esse é um bom momento pra pensar, sentir saudade, chorar... Eu acho essa musica belissima e ela me expressa atualmente e especificamente hoje 23 de junho de 2004.  Captada em http://www.meuseus.hpg.ig.com.br/midis_tocando_em_frente.htm

 



- Postado por: Fênix às 13h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Hoje vi no programa do Larry King (CNN) a reprise de uma entrevista com um poeta de 13 anos : Mattie Stepanek. O pequeno poeta e pacifista faleceu hoje mas deixou belas mensagens. 

Both Sides

Every privilege
Comes with
A responsibility.
Sounds tough.
Every responsibility
Comes with
A privilege.
Sounds durable.

 

Mattie - 11/7/00
© Hyperion. All Rights Reserved.

 

 

Ambos os lados

 

Cada privilégio

vêm com responsabilidade.

Soa resistente.

Cada responsabilidade

vem com privilégio.

Soa durável.

 

Mattie - 11/7/00 De © Hyperion. Todos os direitos reservados.

 



- Postado por: Fênix às 11h02
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Sorry ( a palavra que mais pronuncio por aqui)

Voltei e estou super feliz por algumas razões:

O verão chegou. Claro que na Holanda não significa calor todos os dias, mas foi um dia de sol brilhante.

Tenho vizinhos novos, tentei fotografar mas eles estavam escondidos então tirei foto só do pai lindo e orgulhoso.

Passei o final de semana com minha sobrinha fofa de 14 meses.

A viagem para o Brasil agora é uma realidade e está marcada para 8 de novembro.

Meu blog está repleto de ilustres compactuantes. Que responsabilidade! Isso merece um post urgente.

Antes eu me preocupava só com a Loba: minha única compactuante até recentemente. Pensava em sempre ter algo para que ela lesse. Estava sem tempo para escrever muito e como sei de sua sensibilidade, postei uma das minhas fotos favoritas pra agradecer por sua gentileza e atenção. E foram a simplicidade e a beleza do post que chamaram atenção de novos compactuantes. Então o post de hoje é dedicado à Loba, Rose, Maria Cláudia, Geórgia  e Kamael.

 

Hoje primeiro dia do verão, tenho uma disposição  nova em mim que  não havia antes durante esses meses frios.  O vácuo cultural em que me encontro insiste em me puxar pra baixo mas eu acredito mesmo que se eu ceder e desistir estarei assinando a autorização para o fracasso se instalar .  Realmete nos primeiros meses se vive num vácuo cultural, profissional,  intelectual e qualquer experiência não conta.

Aprendi a usar esse computador, mas não tem acentos e eu tenho que usar Alt+ números, fora o fato de não ter corretor ortográfico em português. Eu sei que estou errando mas pra mim é até importante não ficar voltando pra corrigir, pois isso (aceitar meus erros) faz parte dessa nova mulher, vou corrigindo sim mas sem neura. Criei um blog com as dicas da Rose e madrugadas de persistência. Foi assim, no vácuo  que iniciei minha vida on line.

 Como não sou das Letras, não sei fazer poesia,   vou contar minhas “saias-justas”.

Agora sei rir de mim mesma e registro os absurdos que cometo como forma de ser menos rigorosa comigo. Então vou contar alguns fatos com leveza.



- Postado por: Fenix às 04h56
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Quando fui apresentada a um amigo do Piet, o rapaz me disse algo e eu repondi  em inglês que não falava holandês.  Piet olha pra mim e diz:

 - Mas ele está falando inglês.

- ???????? (essa foi minha cara)

Foi um constrangimento só. O rapaz (com certeza ) pensou que seu inglês era péssimo e eu voltei pra casa achando que minhas orelhas tinham crescido.

A depressão  foi inevitável.

------------------

 Como  “acidentes” vem sempre em série, (especialmente os meus) tem mais uns.

 Eu não queria mais conhecer ninguém nem sair de casa  até melhorar o inglês. Tentando me ajudar ele me chamou pra dar uma volta de carro e eu aceitei. Ele saiu pra colocar gasolina e quando voltou disse:

-OK. I put benzine in the car.

E eu : Whyyy????

Benzine é gasolina em holandes. Ele mistura ingles com holandes e eu pensei que ele estava me boicotando colocando no carro algum produto pra limpar o motor.

Porque ele não falou gasoline?

--------

Os primeiros encontros com a familia do Piet foram normais. Mas um dia depois de um jantar na casa da mãe dele,(que so fala holandes) ela ligou por alguma razão e ele me contou  no seguinte dialogo:

...

Ele -...She said she likes you!

Eu – Why?

Ele  - Why what?

Eu – Why she is sad if she likes me?

Ele – she is not SAD. She SAID past tense of to say.

Eu -  ?????

Murchei.

 

Tchau.



- Postado por: Fenix às 04h55
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Jardim  Keukenhof. Abre ao público somente durante dois meses na primavera enquanto dura a beleza das flores.(Holanda, maio de 2004)

Para a Loba com carinho.

Estarei fora mas deixo esta  mensagem  para desejar um belo final de semana.

Beijos



- Postado por: Fenix às 21h29
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




A mulher invisível e o ateu à toa

Existe um fenômeno transfronteiriço, transcultural e  transcontinental que atinge todas as categorias de homens: maridos, namorados, amantes e “ficantes” de todas as idades. O fenômeno parte deles, mas nós somos as atingidas.  Nós mulheres ficamos transparentes e mudas apesar de falarmos pelos cotovelos (como eles reclamam). O dito fenômeno ocorre em temporadas, em alguns casos nos finais de semana e o mais grave e contagioso ocorre de quatro em quatro anos: São as temporadas de futebol. Campeonatos mundiais, continentais, nacionais, estaduais, municipais, de fundo de quintais...uffa!!

O campeonato europeu começou na último sábado  e terá três semanas de duração. Acho que essas três semanas serão meu período de provação para firmar minha independência emocional que eu tanto corro atrás.

Como brasileira até que gosto do  “esporte nacional",  assisto na TV e of course que eu sei que a bola é redonda. O que me dá nos nervos (de leve) nem é o jogo, mas os efeitos colaterais:

1. A prorrogação feita pelos programas  de comentários com aqueles flashes que se repetem e repetem, sem falar nas reportagens com torcedores barulhentos....

 2. Brasil, brasileira, futebol...eles associam tudo e pensam que todo brasileiro é comentarista “de berço” .

Não é tão mal assim? Tem mais um fenômeno.

3.  Aquele homem que preparava o jantar e limpava a cozinha sumiu, não sei pra onde foi. Se parece muito com um que está ali grudado no sofá. Espero que ele retorne em três semanas ou desistirei de nossas férias no Brasil temendo que ele volte me pedindo uma cerveja cada vez que me vir de pé. 

Credo!

Pra completar aquela camisa alaranjada (a cor da Holanda) dói na vista.

Rsrsrrs

PS.

O texto estava terminado quando os times (Russia e Portugal) voltam para o segundo tempo. Os portugueses católicos, quando entram em campo fazendo o sinal da cruz no gramado e dizem amém com a mão nos lábios. Essa imagem geralmente se vê por trás do jogador e quem não entende, fica à toa...

Esse rapaz que não me exergava minutos atrás vira pra mim e pergunta:

- Amor, porque eles comem a grama?

Rsrsrsrsr

Acabou meu mau humor!



- Postado por: Fenix às 17h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




O ócio pode sim ser criativo. Um dos meus passatempos agora tem sido a fotografia. Gosto de ver os detalhes das coisas e decidi fotografar alguns cantos da casa para decorar as paredes que ainda estão sem quadros. Aqui o tabuleiro de xadrez em close. 

- Postado por: Fenix às 12h05
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Fragilidade

Junho. Final de primavera. Geralmente temos tido dias de muito sol. Ontem por exemplo, tivemos um domingo ensolarado, mas hoje não, amanheceu cinza e só apartir do final da tarde o sol voltou a brilhar. Esse dia inicialmente cinzento, foi o dia marcado para a chegada de Willem ( ou como os amigos o chamavam: Pim), mas foi também o dia de sua despedida.

Era um rapaz bonito, olhos expressivos e um belo sorriso. Sei de suas traquinagens quando criança e das aventuras com os amigos, algumas de suas viagens ao México, Hawai,  sua vitalidade e o  hobby: scuba diving.  

 Era meio louco e sonhador: vendeu sua empresa, beijou a namorada e saiu  - parece música de Chico Buarque! Deixou sua vida confortável e segura para trabalhar como voluntário na organização de ajuda humanitária Medicos sem Fronteiras. Sua volta estava marcada para hoje (14 de junho), mas voltou uma semana antes do combinado. Hoje, exatmente no dia previsto para sua volta o conheci.

Mas tudo o que sei sobre ele me foi contado pelos amigos presentes em sua cerimônia de chegada e despedida.

Foi meu primeiro funeral na Holanda. Durante a cerimônia na igreja, os amigos e parentes leram seus discursos de despedida seguidos de músicas que expressavam  o modo de viver daquele sonhador. Mesmo entendendo quase nada de holandes, fiquei muito emocionada.

 No cemitério, enquanto todos aguardavam ao longo da via até a sepultura, o cerimonial chamou amigos e parentes para conduzirem as coroas e arranjos de flores e formarem o cortejo. Inesperadamente uma das irmãs de Pim - nunca nos vimos antes de hoje -  veio ate mim e me ofereceu um bouquet de flores para que eu entrasse no cortejo. Eu fiquei profundamento honrada por sua gentileza e em poder participar da despedida daquele ser humano especial.

 O mais difícil momento de um funeral, acredito eu , é visualizar o caixão sendo baixado até a sepultura. Aquele foi um momento difícil porque se via seu belo sorriso, seu olhar expressivo, suas aventuras no mar, nas montanhas, nas praias e em casa com a familia. Toda sua vida contada naquela composição num mosaico de fotografias que cobria todo o caixão - foi ali que vi seu olhar, seu sorriso e suas aventuras submarinas. Um mosaico com suas fotos desde quando era um pequeno bebê até as últimas tiradas nas montanhas do Afeganistão, onde a intolerância e a insanidade tiraram sua vida e a de mais quatro pessoas.

 Esse é um dos momentos que me faz perceber o quanto somos frágeis.

 

Para ler mais sobre o que está ocorrendo no Afeganistão acesse o weblog do Pim  www.kwint-ia.nl/weblog

           

  • O novo filme com a Angelina Jolie (Beyond Borders) tambem trata da vida dos que vão além das fronteiras.
  • A músicas Fragile ( Sting) foi uma das escolhidas
  • Agora enquanto terminava meu texto, vi na TV a notícia de um outro rapaz holandes - tambem do Medicos sem Fronteiras -  que acabou de voltar pra casa vivo. Arjan Erkel  voltou depois de vinte meses  sequestrado na Chechenia.
  • Tive que cortar partes do texto porque o espaço acabou.


  • - Postado por: Fenix às 18h40
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________




    A solidão

    De tudo se pode tirar proveito: a solidão por exemplo, pode ser super produtiva. Sozinho  voce pergunta e responde a si mesmo(tendenciosamente claro),ouve suas suas vozes internas, megulha em tristeza ou busca lembranças de momentos realmente importantes, que de alguma forma marcaram sua vida.

    Minha experiência com a solidão mais profunda iniciou-se quando decidi tentar um  relacionamento a dois em outro pais, numa cidade onde só conhecia meu partner.

    Outra lingua, outra cultura,  eu insegura com meu ingles, o computador configurado  em outro estranho idioma...e sem uma boa biblioteca de lingua portuguesa à mao.

    A inquietação me levou a descobrir  leituras intressantes. Superada a bareira da configuracao do computador, passei a visitar alguns sites de informações sobre o Brasil,  de escritores, cantores  e poetas brasileiros e portugueses, descobri os blogs e passei a ler com regularidade  e interesse alguns eloquentes e inteligentes blogs....e eu que pensei que esse era um território dos teens. Tem muita gente “cabeca” aqui e isso tem suprido a falta das boas conversas com amigos e a leitura  dos livros que deixei em alguma caixa no Brasil. Tem sido muito mais interessante do que eu imaginava. Ainda tímida não tenho me comunicado com nenhum deles  mas logo registrarei aqui algumas das minhas leituras preferidas.

    Minha solidão não tem sido muito produtiva, tem sido mais de observar e pensar e ouvir (lendo aqui)e pensar ...Pensando melhor tem sido produtiva sim, pois esse pensar e ouvir de alguma forma é parte do processo de aprender a ser só não num sentido doloroso, mas ficar mais tempo comigo tem me  ajudado na independencia emocional...

    Escrevi esta primeira parte e deixei pra terminar depois e antes de terminar, numa dessas visitas virtuais  entrei na casa de Rubem Alves http://www.rubemalves.com.br encontrei um de seus textos sobre esse assunto. Ele, com toda sua experiencia, discorre melhor sobre o que quero dizer. Abaixo algumas partes do texto.

     



    - Postado por: Fenix às 07h17
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________




    Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim:

    “Por muito tempo achei que a ausência é falta.
    E lastimava, ignorante, a falta.
    Hoje não a lastimo.
    Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
    que rio e danço e invento exclamações alegres,
    porque a ausência, essa ausência assimilada,
    ninguém a rouba mais de mim.!“

    ...Soeren Kiekeggard, ... observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação.

    Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar... tive de sofrer a minha solidão...sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...
    A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações?... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

     



    - Postado por: Fenix às 07h15
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________




    Apatralhada

    Eu assisti na TV um programa sobre um jovem casal iniciando a vida juntos e ela não sabia nem usar uma máquina de lavar roupas.

     Nossa que mulher tapada, isso é só ficção!?!?!?!? Não.

    O que aconteceu comigo assemelha-se bastante.

    Parece que foi uma onda de desastres.

    Estou também começando uma vida de casal  em outro país e não estava acostumada a ser “rainha do lar”.

    Tudo começou num belo domingo de sol quando saimos pela primeira vez pra dar um passeio de bicicleta.  Com cinco minutos de passeio a insegurança me levou de ladeira abaixo, não quebrei nada mas acho que soltou algum parafuso.

    Na sexta-feira seguinte - eu havia conhecido uma nova amiga que ficou de me mostrar as lojas de produtos alimenticios importados daqui -  minha nova amiga veio me visitar e saimos pra fazer compras; na saida de casa toda tagarela ( feliz falando portugues) coloquei a chave na fechadura (mas por dentro) e puxei a porta. UIII!!!  Na volta passei no escritorio dele e peguei sua copia, mas não abriu.

    - Chama um chaveiro.

    Esperamos durante mais de uma hora na sala da gentil vizinha ( que queria saber tudo sobre a brasileira da porta em frente).

    O chaveiro chegou e em dez segundos abriu a porta: Sessenta Euros !!!!!

    Não foi do meu bolso mas ainda dói.

    Minha sorte é que não cozinho mal, então salvei a noite.

    No dia seguinte decidi de última hora sair com ele e esqueci a sopa no fogo. Sopa queimada não dá pra tomar, né? Não querendo mais me arriscar, no jantar servi HOT DOGS.

    A semana transcorreu normalmente (????) até  quarta –feira quando eu acidentalmente -claro! - fiquei presa no terraço porque o vento fechou a porta e eu tive que pular da sacada até a rua e entrar por trás. Ainda bem que eu moro no primeiro andar e já havia trocado o pijama.

    Não satisfeita com os acidentes , tentando improvisar pra lavar os pratos coloquei um desses concentrados lava-louças na máquina porque o detergente em barra de usar na máquina havia acabado. Nossaaaaaa!!!! Aquilo espumou tanto que saía espuma pela porta da máquina e eu tive que botar umas toalhas no chão e lavar as louças mais duas vezes só com água.

    Acho que esse episódio “lavou”a onda de acidentes por aqui.

    Foi mais fácil estudar Sociologia.

    Well... agora tudo em paz( e monótono)

     

    E eu não fui pra panela como o pato do Vinícius, ta? Hahahhaah!!



    - Postado por: Fenix às 07h43
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________




    Te vira

                                                         "A arte de viver conssiste em tirar o maior bem do maior mal".                                                                 

                                                (Machado de Assis )

     

    Houve épocas ( talvez até ontem) em que detestava as pressões que sofri e aos que me pressionaram: detestava os “nãos”  do meu pai, os professores que “me deram “notas baixas, o “te vira” de ser filho do meio (aquele que não é o primeiro nem o último).

    Todos os “nãos”, os “não está bom" e os “te vira”  me fizeram questionar, refazer, pensar, “me virar” e melhorar.

    Sou mais responsável, exigente, independente

    O “te vira” funciona !

    Ou  você cresce ou você cresce.

    Obrigada, mas não façam mais isso.

     Doeu!!!

     



    - Postado por: Fenix às 10h18
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________




    A vida pode ser...

    ...leve como uma borboleta...

    Ao que me lembro um dos primeiros momentos em que o desejo de registrar minhas reflexoes ou  como eu pensava na epoca: as “coisas” que eu ouvia, observações do que se passava ao redor e que ficavam na memória – teve início em plena adolescência ouvindo as estórias da minha avó. Desde criança e ate o fim da adolescência fui asmática,  o que me obrigava  a ficar calada pra respirar melhor. Ao fim das crises falava tudo o que podia; sempre falei muito, falo demais: dois até tres assuntos engatilhados, costumo abrir parenteses nas conversas para inserir outro assunto...mas foi lá na infância que se forjou esse ser complexo, contraditório, ansioso, engraçado e irritante, displicente e profundamnte responsável: Eu.

    Voltando às crises de asma elas me deixavam calada, então prestava muita atenção nas conversas, desenhava mentalmente ou no ar com a pontinha do dedo indicador o rosto das pessoas  -minha mãe era meu rosto favorito para meus desenhos imaginários( o cantinho da boca era ligeiramente voltado para cima como se sempre estivesse feliz), decorava e desenhava mentalmente o contorno dos móveis( nunca esqueci as cadeiras da casa da minha avó).

    “À mesa”seria o nome do livro onde pretendia registrar as estórias que eu ouvia, as estórias detalhadas da minha avó  que com mais de noventa anos ainda conseguia descrever. Esses assuntos sempre começavam  no lanche da tarde em sua casa ou na nossa quando ela vinha passar o final de semana conosco.

     

    Antes de ler Ferreira de Castro eu ja tinha grande interesse pelos seringais que ela descrevia - foi onde ela cresceu e passou sua

    juventude.

     

    Tudo isso ficou pra depois porque eu –adolescente viciada em televisão -  queria era assistir Jornada nas Estrelas que passava justamente naquele horário.

     

    ...e eu estava voando!!!



    - Postado por: Fenix às 04h06
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________




    Nascer

    Nascemos, e nesse momento é como se tivéssemos firmado um pacto para toda a vida, mas o dia pode chegar em que nos perguntemos: Quem assinou isto por mim?

    (José Saramago)

     



    - Postado por: Fenix às 03h43
    [ ] [ envie esta mensagem ]

    ___________________________________________________